Vida de professor da rede pública

Súplica Cearense

sábado, 8 de março de 2014

Disciplina: História e Filosofia da Educação. A Educação na Primeira República

CIEP 289 – CECÍLIO BARBOSA DA PAIXÃO
CURSO NORMAL
HISTÓRIA E FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
3º ANO – 1º BIMESTRE
PROFESSOR: Alexandre.

Lista de sites indicados para completar o quadro resumo, sobre as tendências pedagógicas da Primeira República.

Para completar o quadro resumo:
Tradicional
O embate entre a escola tradicional e a escola nova
Modelo para completar o quadro. (Exemplo)

Libertária

 Nova



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Africa For Norway - New charity single out now!


Uma outra visão sobre a África.
O site do projeto:
http://www.africafornorway.no/

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Policial se recusa a cumprir ordem e é retirado de posto - Manifestação ...



Uma salva de palmas para esse policial.

Cláp! Cláp! Cláp! Cláp! Cláp! Cláp! Cláp! Cláp! Cláp! Cláp!

Saudações do Ateliê de História.

sábado, 15 de junho de 2013

Revolução Russa

CIEP 289 Cecílio Barbosa da Paixão
9º Ano do Ensino Fundamenta

Tema: Revolução Russa

Objetivos: Caracterizar os processos revolucionários de matriz socialista;
Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica

Para acessar os slides da aula do dia 17 de junho é só clicar no link abaixo:
http://www.4shared.com/file/_2twQWhu/A_REVOLUO_RUSSA__1917_.html

terça-feira, 11 de junho de 2013

As características dos regimes totalitários



COLÉGIO ESTADUAL RUBENS FARRULLA
3º ANO DO ENSINO MÉDIO


ASSUNTO:OS SISTEMAS TOTALITÁRIOS NA EUROPA DO SÉCULO XX.

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES:

Identificar os conceitos de totalitarismo, anti semitismo, racismo e ditadura.
Analisar o holocausto.

Os trechos dos vídeos e os desenhos animados foram os que nós trabalharíamos em sala de aula e que por problemas técnicos não foi possível.   


Anti-semitismo

Segundo a definição dos dicionários, anti-semita é todo o inimigo do povo judeu, da sua cultura ou da sua influência.
1º Porque a ciência de hoje não admite que as diferenças étnicas entre os seres humanos alcancem a classificação de raça;
2º Porque a religião, cultura e tradição judaicas são compartilhadas por vários grupos étnicos.
A definição contém, ainda, um terceiro erro: os semitas, que segundo a Bíblia seriam os descendentes de Sem, filho de Noé, não são só apenas os judeus, mas também os povos árabes. Por estes motivos há autores, como Gustavo Perednik, que preferem utilizar o termo judeofobia, que significa "aversão a tudo o que é judaico".
A palavra alemã “anti-semitismus” foi usada pela primeira vez, já com o seu sentido actual, pelo jornalista e agitador alemão Wilhelm Marr, que a aplicou como um eufemismo no lugar da expressão “ódio aos judeus”. Em 1912 a Liga Pan-germânica adoptou o anti-semitismo como um dos seus princípios.

Etimologia e uso

Ao escritor político anti-semita Wilhelm Marr é atribuída a criação da palavra alemã "Anti-semitismus" em 1873, numa altura em que a ciência racial estava na moda na Alemanha mas o ódio religioso ainda não constava. Este termo serviu de alternativa à palavra alemã mais antiga "Judenhass", que significava ódio aos judeus.
Tanto quanto pode ser confirmado, a palavra foi impressa pela primeira vez em 1880. Nesse ano, Marr publicou "Zwanglose Anti-semitische Hefte" (cadernos informais anti-semitas) e Wilhelm Scherer usou o termo "Anti-semiten" (anti-semitas) no jornal "Neue Freie Presse" de Janeiro. A palavra "semitismo" aparece por volta de 1885.

Raízes do anti-semitismo

Muitos factores motivaram e fomentaram o anti-semitismo, incluindo factores sociais, económicos, nacionais, políticos, raciais e religiosos, ou combinações destes factores.
Na Idade Média, as principais raízes do ódio irracional contra judeus foram:
Religiosas, baseadas na pretensa "doutrina" da Igreja Católica de que os Judeus são colectiva e permanentemente responsáveis pela morte de Jesus Cristo;
Socioeconómicas, devido à acção de autoridades locais, governantes e alguns funcionários da Igreja que fecharam muitas ocupações aos judeus, permitindo-lhes no entanto as actividades de colectores de impostos e emprestadores, o que sustenta as acusações de que os Judeus praticam a usura.
Outro factor que teve bastante influência para o ódio irracional aos judeus foi o nazismo na Alemanha.

http://www.freewebs.com/holocausto12a/oantisemitismo.htm . Acesso: 11/06/2012


Escritores da liberdade
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A face do Füher

Educação para a morte; a história de uma criança nazista

O Pianista - Anti semitismo
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O início desse trecho encontra-se com problemas, mas nada impede o entendimento do assunto.


Utilidades do anti-semitismo
DEMÉTRIO MAGNOLI
"Alguns países europeus insistem em dizer que, durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler queimou milhões de judeus. Qualquer historiador, comentarista ou cientista que duvida disso é detido ou condenado." O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reproduziu o que circula, em grande parte do mundo árabe-muçulmano, como sabedoria convencional e, na Arábia Saudita, por exemplo, é ensinado às crianças nas escolas. Mas o anti-semitismo não surgiu, historicamente, entre os muçulmanos. Ele é um fruto da imposição do cristianismo como religião imperial de Roma, amadurecido nos tempos medievais sob os auspícios da Igreja Católica e com base na acusação de que os judeus, como povo, foram responsáveis pela crucificação de Cristo.
O anti-semitismo contemporâneo é uma derivação e uma radical reinterpretação do anti-semitismo religioso. Seus textos clássicos, como "Biarritz", romance vulgar publicado em 1868, sob pseudônimo, por um funcionário dos correios prussianos, e "Os protocolos dos sábios de Sião", célebre falsificação fabricada pelos serviços secretos czaristas no fim do século 19, são narrativas de uma conjuração judaica mundial. Neles, e em muitos outros, os temas medievais do "judeu errante" e do "judeu usurário" configuram uma nova imagem, que será apropriada pelos nacionalismos europeus.
Essa imagem é a do "judeu sem pátria", o eterno estrangeiro, portanto inimigo, que desempenha função instrumental na arregimentação das massas em torno do poder. Depois, o "judeu sem pátria" transfigurou-se facilmente no "judeu bolchevique", na mitologia da direita nacionalista e no delírio nazista. Mais estranho é que, apesar do diagnóstico do socialista francês August Bebel ("o anti-semitismo é o socialismo dos imbecis"), a demonologia dos judeus tenha contaminado também o pensamento de esquerda do século 20.
Estranho, mas nem tanto. O anti-semitismo difundiu-se entre a esquerda quando a URSS converteu-se ao patriotismo e atingiu seu zênite no momento em que Stalin deflagrou a campanha anti-semita de 1948-53, destinada a extirpar os "cosmopolitas sem raízes". O fio desse novelo continua a se desenrolar, agora pelas mãos de uma esquerda inculta que, destituída de programa ou idéias, cultiva um rancor cego contra a globalização, o imperialismo, os EUA e Israel, que lhe parecem sinônimos, e deixa-se embevecer pelo terror jihadista e pelos homens-bomba na Palestina.
O anti-semitismo tem mil e uma utilidades. Serve, até mesmo, por oposição, aos governos israelenses confrontados por acusações de violação dos tratados que regulam o tratamento de civis sob ocupação e de uso de métodos de tortura de prisioneiros. Numa macabra manipulação utilitária da memória do Holocausto, a denúncia desses atos é, quase sempre, classificada como manifestação de anti-semitismo.
A técnica, conduzida às suas possibilidades extremas, não poupa judeus. Meron Benvenisti, que foi vice-prefeito de Jerusalém e é colunista do "Haaretz", tornou-se "anti-semita" desde que escreveu "Sacred landscape", uma obra histórica rigorosa sobre a supressão da paisagem árabe em Israel. O maestro Daniel Barenboim, criador, com Edward Said, de uma orquestra palestino-israelense, foi acoimado de "anti-semita" desde que, em agosto, recusou uma entrevista à rádio do exército de Israel.

Demétrio Magnoli escreve às quintas-feiras nesta coluna.
@ - magnoli@ajato.com.br

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1512200507.htm. Acesso: 11/06/2013

Para saber mais

Origens do Totalitarismo (livro completo digitalizado)
A primeira parte trata do anti semitismo.
HANNAH ARENDT

O Holocausto: verdade e preconceito
LUIS MILMAN. Doutor em Filosofia, professor da  UFRGS.
Muralha anti-semita

Inspiradas em idéias racistas, autoridades do Estado Novo impediram a entrada de refugiados judeus no Brasil

Maria Luiza Tucci Carneiro. 
é professora do Departamento de História da Universidade de São Paulo e autora dos livros O Anti-semitismo na Era Vargas, 3ª ed., Perpectiva, 2001, e O Veneno da Serpente, Perspectiva, 2003.
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/muralha-anti-semita. Acesso: 09/06/2013 (e páginas seguintes)

Propaganda fascista e anti-semitismo [ 1946]

                                                                                                                                  Theodor W Adorno

terça-feira, 9 de abril de 2013

Correção - Exercício 1 - Unidade 5

CIEP 289 CECÍLIO BARBOSA DA PAIXÃO
1º ANO DO ENSINO MÉDIO
CURSO NORMAL


ASSUNTO: O ENCONTRO DE CULTURAS: EUROPEIA, AFRICANA E AMERÍNDIA

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
CARACTERIZAR AS IDENTIDADES EUROPEIAS, AFRICANAS E AMERÍNDIAS;
IDENTIFICAR AS TROCAS CULTURAIS;
DISCUTIR A ACULTURAÇÃO



 UNIDADE  5 -
 A COLONIZAÇÃO DA AMÉRICA PELOS EUROPEUS

CAPÍTULO 1
OS PRIMEIROS HABITANTES DA AMÉRICA

                O capítulo 1 trata das diversas teorias sobre a ocupação do continente americano e as características, econômicas, políticas, sociais e culturais dos principais povos pré-colombianos, dando destaque aos Maias, Incas e Astecas.


CAPÍTULO 2
A AMÉRICA ESPANHOLA

                O capítulo 2 analisa o processo de conquista da América Central e parte da América do Sul, pelos espanhóis, em seus diversos aspectos. Em seguida examina a base administrativa da colônia e como se deu a sua implantação. O próximo assunto do capítulo é a economia na colônia, tanto no que se refere a produção como a sua organização e a forma de trabalho predominante, destacando a encomienda e os repartimentos (mita). O capítulo finaliza com uma breve análise da sociedade, sociedade essa, baseada em uma “(...) hierarquia rígida baseada nas relações de trabalho e na estratificação (...)” (p. 219), no papel da Igreja e da religião na colonização e também das manifestações culturais, destacando as diversas formas de resistência.


CAPÍTULO 3
A AMÉRICA INGLESA

                O terceiro capítulo inicia-se com os diversos fatores que contribuíram para a imigração inglesa na América, para logo em seguida examinar como se deu a colonização e as formas de organização, nas treze colônias, principalmente nos seus aspectos econômicos. A última parte do capítulo analisa os aspectos culturais e sociais da América Inglesa.


CAPÍTULO 4
A COLONIZAÇÃO FRANCESA E HOLANDESA

                O menor capítulo da unidade 5. Esse capítulo nos da um apanhado geral dos processos de colonização francesa e holandesa nas Américas. O maior destaque é sobre a ocupação francesa na América Portuguesa e as práticas mercantilistas adotadas pelo Estado francês.
                Sobre a colonização holandesa, o capítulo, destaca o processo de ocupação da Bahia  (1621) e de Pernambuco (1630), após a União Ibérica.

Faria, Ricardo de Moura, Miranda, Liz Mônica, Campos, Helena Guimarães. Estudo de História. 1ª Ed - São Paulo - FTD. 2010. V. 1.

sábado, 2 de março de 2013

COLÉGIO ESTADUAL RUBENS FARRULLA
3º ANO DO ENSINO MÉDIO



ASSUNTO: BRASIL - REPÚBLICA VELHA: MUDANÇAS POLÍTICAS E SOCIAIS.

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES:

Comparar os significados geo-histórico das organizações políticas e socioeconômicas em escala local e regional;
Correlacionar o conceito de cidadania no Brasil republicano com as organizações políticas e socioeconômicas do período.

Como combinado na aula anterior, estou postando os vídeos e o resumo da aula a partir do texto abaixo.
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A República, os primeiros tempos (1889-1897)


"Antes de tudo, o Reinado era o Imperador. Decerto ele não governa diretamente e por si mesmo, cinge-se à Constituição e às reformas do sistema parlamentar, mas como ele só é arbitro da vez de cada partido e de cada estadista, e como está em suas mãos o fazer e desfazer os ministérios, o poder é praticamente dele."
Joaquim Nabuco – Um Estadista do Império, V. 2, p. 1086.

Para os republicanos, a monarquia brasileira, tendo D. Pedro II no trono, era uma anomalia nas Américas. De fato, dos regimes políticos existentes no Novo Mundo desde a independência, somente o dos Bragança era coroado. O restante deles era de repúblicas. A começar pelos Estados Unidos da América, republica desde 1787.
A única explicação que encontravam para isto era a existência do regime escravista. O imperador nada mais representava do que os interesses dos proprietários de escravos espalhados por todo o país: do Oiapoque ao Chuí (a maior extensão de um império escravista desde o desaparecimento do Império Romano, no século 4). O Brasil, durante a vigência do tráfico negreiro, calcula-se, absorvera 40% da mão de obra cativa vinda da África Negra.
Com a política de lenta desescravização adotada pelo regime (Lei Eusébio de Queirós, de 1850; Lei do Ventre Livre, de 1871; Lei Sexagenária, de 1885), que culminou na Lei Áurea de 13 de maio de 1888, o império gradativamente deixava para trás a sua razão de existir. O reinado dos Bragança era a face política da escravidão. A Casa Reinante era o prolongamento da Casa Grande. Quando as senzalas foram abertas e os cativos, por fim, emancipados, a função da Coroa deixou de existir.
Além disso, a presença do poder do imperador, no entender dos críticos, sufocava o país, mantinha-o longe das suas possibilidades e potencialidades. O trono travava tudo. Os republicanos sentiam a palpitação das novas idéias que não paravam de vir de fora: o positivismo de Comte, o evolucionismo de Spencer, o socialismo de Fourier e Proudhom, a bacteriologia do dr. Pasteur. Tudo isto parecia empacar no marasmo da vida cultural, na sensação de imobilismo que predominava no cenário político e social brasileiro do século que findava e que tão bem refletido estava nas novelas de Machado de Assis, com seus "homens-sem-ação". A isso somou-se a Questão Militar.

A Questão Militar
A Guerra do Paraguai (1865-1870) projetara o poder do Exército, mais do que o da Marinha. Todavia, o império desconsiderou isso. Os ministros civis, os barões do império, temiam que prestigiar os oficiais era estimulá-los a dar um golpe de estado (esta foi uma das razões de, terminada a guerra, não haver desfile da vitória pelas ruas do Rio de Janeiro, em 1870).
Muitos militares brasileiros, ao lutarem ao lado dos argentinos e dos uruguaios, envergonhados da persistência da escravidão e dos batalhões de negros sob seu comando, firmaram posição a favor da abolição e da república.
Também os fez inclinar pela causa republicana a influência francesa. O imperador Napoleão III fracassara miseravelmente na Guerra Franco-prussiana, de 1870, deixando-se até a ser capturado em Sedan, em setembro daquele mesmo ano. Em seguida, chegaram notícias ao Brasil da queda do Segundo Império (1852-1870) e sua substituição pela Terceira República francesa (1871-1940).
Ora, as forças brasileiras eram muito influenciadas pela doutrina militar importada de Paris e também por tudo o que ocorria na França, inclusive a idéia republicana do soldado-cidadão. Herdada da Revolução Francesa de 1789, essa doutrina defendia a posição de que um oficial, sem abandonar os princípios da hierarquia e da disciplina, devia interessar-se pelas questões políticas e sociais da sua pátria. Não só isso, tinha por igual "a obrigação de intervir no processo político nacional no sentido de conseguir o fim da corrupção e o restabelecimento da ordem moral conspurcada pela elite civil" (John Schulz - O exército na política, p.87).
No Brasil não era possível ignorar o problema da escravidão, assim foi inevitável que militares começassem a se envolver com a "Questão Servil", como se dizia então. O caso mais exemplar foi o do tenente-coronel Senna Madureira que apoiou a greve dos jangadeiros do Ceará contra o tráfico de escravos no porto de Fortaleza e que foi disciplinarmente punido por isto, em janeiro de 1887. Antes disso, ainda em 1883, ele fizera fama polemizando pela imprensa com o senador Marquês do Paranaguá, devido a um projeto de reforma militar.
Do envolvimento de muitos deles com as questões públicas e com o abolicionismo foi um passo para chegarem à república. De 1883 a 1889, multiplicaram-se os atritos entre os militares e os políticos do império, fazendo com que a tensão entre os quartéis e a liderança civil fosse constante.

A idéia da República
A idéia de implantar uma república no Brasil não era uma fantasia. Ao contrário, no transcorrer do século 19, ocorreram movimentos pró-republicanos. O primeiro deles foi a Confederação do Equador (agosto-novembro de 1824), que sublevou grande parte do Nordeste brasileiro, a república de Frei Caneca, fuzilado pelo império em 1825.
Outro foi a Revolução Farroupilha (1835-1845), logo acompanhada pela proclamação da República do Piratini, feita pelo general Netto, em 1836. República esta que, presidida por Bento Gonçalves, somente foi revogada pela Paz do Poncho Verde (em Dom Pedrito/RS), assinada em 1º de março 1845. Por igual, outras insurreições da época da Regência até a Revolução Praieira de 1849 tinham fortes tintas republicanas.
E, anterior a elas todas, o levante planejado por Tiradentes nas Minas Gerais contra o domínio português, nos finais do século 18, se bem sucedido, terminaria por igual na implantação de uma república de modelo norte-americano e não na fundação de uma monarquia cabocla. Para os republicanos, o alferes José da Silva Xavier era o primeiro prócer da República Brasileira que se viu por fim implantada no Quinze de Novembro.

Fonte: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/brasil/2004/11/16/000.htm

DESAFIOS
(Atividade extra: valor 2,0 pontos.
Data da entrega: até o dia 25 de março)

A Proclamação da República foi retratada no livro Esaú e Jacó, de Machado de Assis. Protagonistas do romance, os gêmeos Pedro e Paulo divergem em tudo, exceto na admiração pela mesma mulher, Flora. Paulo é republicano; Pedro, imperialista.

No capítulo XXXVI,  A discórdia não é tão feia como se pinta, é descrito um raro momento de acordo entre os gêmeos, em relação a Flora:
Não há mister tremer, tanto mais que a discórdia dos dous começou por um simples acordo, naquela noite. Costeavam a praia, calados, pensando só, até que ambos, como se falassem para si, soltaram esta frase única:
—Está ficando bem bonita.
E voltando-se um para outro:
—Quem?
Ambos sorriram; acharam pico ao simultâneo da reflexão e da pergunta. Sei que este fenômeno é tal qual o do capítulo XXV, quando eles disseram da idade, mas não me culpem a mim; eram gêmeos, podiam ter o falar gêmeo.
A seguir, diante da visão da praia e do céu, cada um imagina um cenário diferente, correspondente à sua tendência política:
A imaginação os levou então ao futuro, a um futuro brilhante com ele é em tal idade.


Botafogo teria um papel histórico, uma enseada imperial para Pedro, uma Veneza republicana para Paulo sem doge, nem conselho dos dez, ou então um doge com outro título, um simples presidente, que se casaria em nome do povo com este pequenino Adriático. Talvez o doge fosse ele mesmo. Esta possibilidade, apesar dos anos verdes, enfunou a alma do moço.
Paulo viu-se à testa de uma república, em que o antigo e o moderno, o futuro e o passado se mesclassem, uma Roma nova, uma Convenção Nacional, a República Francesa e os Estados Unidos da América.
Pedro, à sua parte, construía a meio caminho como um palácio para a representação nacional, outro para o imperador, e via-se a si mesmo ministro e presidente do conselho. Falava, dominava o tumulto e as opiniões, arrancava um voto à Câmara dos Deputados ou então expedia um decreto de dissolução. É uma minúcia, mas merece inseri-la aqui: Pedro, sonhando com o governo, pensava especialmente nos decretos de dissolução. Via-se em casa, com o ato assinado, referendado, copiado, mandado aos jornais e às Câmaras, lido pelos secretários, arquivado na secretaria, e os deputados saindo cabisbaixos, alguns resmungando, outros irados. Só ele estava tranqüilo, no gabinete, recebendo os amigos que iam cumprimentá-lo e pedir os recados para a província.
Outro episódio do livro que retrata a Proclamação da República não tem a ver com os gêmeos. Trata-se da tabuleta da Confeitaria do Império, mandada pintar alguns dias antes pelo dono, Custódio. Ao saber das notícias sobre a revolução e queda do Império, Custódio tenta interromper a pintura da tabuleta, mas o pintor já a tinha terminado. Como ficar com uma tabuleta desatualizada de um dia para outro? O Conselheiro Aires sugere-lhe o nome "Confeitaria da República", mas o comerciante objeta que podia haver uma reviravolta.

Ambos ponderam sobre a escolha de um nome definitivo, que não dê mais despesas com a troca de tabuleta e que mantenha a respeitabilidade e confiança no estabelecimento. "Confeitaria do Governo" não podia ser, afinal todo governo tem uma oposição; "Confeitaria do Catete", o nome da rua, também não, já que nela havia outra.

Por fim, optam por "Confeitaria do Custódio", pois:
Muita gente certamente lhe não conhecia a casa por outra designação. Um nome, o próprio nome do dono, não tinha significação política ou figuração história, ódio nem amor, nada que chamasse a atenção dos dois regimes, e conseguintemente que pusesse em perigo os seus pastéis de Santa Clara, menos ainda a vida do proprietário e dos empregados. Por que é que não adotava esse alvitre? Gastava alguma coisa com a troca de uma palavra por outra, Custódio em vez de Império, mas as revoluções trazem sempre despesas.


O episódio da tabuleta é narrado nos capítulos XLIX – Tabuleta velha, L – O tinteiro de Evaristo, LXII – “Pare no D.” e LXIII – Tabuleta nova.


ASSIS, Machado. Esaú e Jacó. Texto integral aqui.
Extraído: http://livronasala.blogspot.com.br/2011/11/proclamacao-da-republica.html

1) Explique o significado da República para muitas pessoas na época da Proclamação com base no texto acima. Para essas pessoas a república era uma forma de governo que "veio para ficar" ou poderia ser algo transitório?

2) O proprietário da "Confeitaria do Império", no trecho selecionado, parece mais preocupado com seu prejuízo pessoal (o pagamento do pintor) do que com as transformações políticas do país naquele momento. Elabore um pequeno texto sobre a importância da participação na vida política do país. em seguida, escreva um pequeno discurso para convencer os moradores de sua região sobre o papel de cada um na transformação da sua comunidade.

Respostas nos comentários ou via e-mail (wsshist@gmail.com).